quarta-feira, 14 de maio de 2014

Precisamos evitar que sobrem mangas




O velho caipira, com cara de amigo, que encontrei num Banco, estava esperando para ser atendido.
Ele ia abrir uma conta.
Começo de um novo ano... Novas perspectivas...
E como não podia deixar de ser, também começou ali um daqueles papos de fila de banco.
Contas, décimo terceiro que desapareceu, problemas do Brasil, tsunami... Será que vai chover?
Mas em determinado momento a conversa tomou um rumo:
"- Qual é então o maior problema do Brasil para ser resolvido?"
E aí o representante rural, nosso querido "Mazaropi da modernidade" falou com um tom sério demais para aquele dia:
"- O Maior Problema do Brasil é que sobra muita manga!"
Tentei entender a teoria... Fez-se um silêncio e ele continuou:
"- O senhor já viu como sobra manga hoje debaixo das árvores? Já percebeu como se desperdiça manga?
"- Sim... Creio que todos já percebemos isto... Onde tem pé de manga, tem sobrado manga..."
E aí ele continuou:
"- Num país onde mendigo passa fome ao lado de um pé de manga... Isso é um absurdo! Num país que sobra manga tem pouca criança. Se tiver pouca criança as casas são vazias... Ou as crianças que tem já foram educadas para acreditar que só "ice cream" e jujuba são sobremesas gostosas. Boa é criança que come manga e deixa escorrer o caldo na roupa... É sinal que a mãe vai lavar, vai dar bronca, vai se preocupar com o filho. Se for filho tem pai... Se tiver pai e manga de sobremesa é por que a família é pobre... Se for pobre, o pai tem que ser trabalhador...
Se for trabalhador tem que ser honesto... Se for honesto, sabe conversar... Se souber conversar, os filhos vão compreender que refeição feliz tem manga que é comida de criança pobre e que brinca e sobe em árvore... Se subir em árvore, é por que tem passarinho que canta e espaço para a árvore crescer e para fazer sombra... Se tiver sombra tem um banco de madeira para o pai chegar do trabalho e descansar... Quem descansa no banco, depois do trabalho, embaixo da árvore, na sombra, comendo manga é por que toca viola... E com certeza tá com o pé na grama... Quem pisa no chão e toca música tem casa feliz... Quem é feliz e canta com o violeiro, sabe rezar... Quem sabe rezar sabe amar... Quem ama, se dedica... Quem se dedica, ama, reza, canta e come manga, tem coração simples... Quem tem coração assim, louva a Deus. Quem louva a Deus, não tem medo... Nada faltará porque tem fé... Se tiver fé em Deus, vê na manga a providência divina... Come a manga, faz doce, faz suco e não deixa a manga sobrar... Se não sobra manga, tá todo mundo ocupado, de barriga cheia e feliz. Quem tá feliz.... Não reclama da vida em fila do banco..."

Daí fez-se um silêncio... - Rubem Alves

terça-feira, 13 de maio de 2014

Escola e Comunidade: a parceria que pode - e deve - dar certo (APM)




A participação da comunidade nas decisões da escola é a melhor forma para conseguir o sucesso dos alunos. Quando percebem que existe interesse da escola e da comunidade em melhorar a qualidade de ensino, os alunos passam a se posicionar de forma mais positiva. Mas como ajudar?
Que tal participando da APM, do Conselho de Escola ou do Grêmio Estudantil?

                                   Associação de Pais e Mestres - APM -

  • Quem pode participar?

Todos podem participar da APM, que deve ser formada por pais, alunos maiores de 18 anos, professores e pelo diretor da escola.

  • Qual a importância da APM?

A APM é muito importante, pois ajuda a fiscalizar a qualidade dos serviços prestados. A comunidade também traz novas ideias, sugestões e define as prioridades da escola.
A APM por ser uma entidade que pode receber e arrecadar recursos financeiros, deve ser registrada em cartório e, obedecer as regras de um estatuto, que regula o seu funcionamento. Os estudantes e/ou seus responsáveis têm o direito de conhecer os estatutos da APM, podendo inclusive pedir uma cópia à direção da escola.

  • Com arrecadar recursos?

A APM pode arrecadar recursos por meio de várias atividades, como festas e gincanas, e receber doações e contribuições. Ela também pode receber recursos governamentais (Secretarias de Educação, Ministério da Educação. A APM deve estar com suas contas sempre em ordem - tem que prestar contas de todo dinheiro que recebe, seja ele de recursos oficiais ou de campanhas próprias. É preciso prestar muita atenção e verificar sempre se as contas estão em ordem para que a escola possa receber, através da APM, o dinheiro que lhe é destinado.

  • Quem decide com usar o dinheiro?

O dinheiro da APM deve ser usado para o benefício dos alunos, portanto é muito importante saber decidir onde ele deverá ser usado. é muito importante que todos possam participar dessa decisão.
Os recursos da APM podem resolver problemas do dia a dia - com os recursos da APM pode-se resolver mais rapidamente vários problemas da escola, como por exemplo: contratação de serviços de manutenção, o conserto de uma porta, de um ventilador, de uma torneira ou a pintura da quadra esportiva. Mas a APM, com seus recursos também pode comprar livros para a biblioteca ou sala de leitura da escola, mapas, jogos de computadores, material pedagógico ou esportivo - tudo aquilo que facilite a aprendizagem e o relacionamento entre os alunos. A APM pode inclusive usar os recursos para para cursos e palestras de especialistas sobre temas de interesse dos alunos, pais ou professores.
Que mais a APM faz?
A APM deve também acompanhar o projeto pedagógico da escola e as atividades que ela desenvolve. As decisões da APM deve estar de acordo com o projeto pedagógico da escola.
Participar pode fazer toda diferença.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Biblioteca de Classe - O mundo fascinante dos livros



Do livro de pedra ao livro eletrônico, das bibliotecas medievais, sagradas e misteriosas, às bibliotecas abertas ao público e à grande rede de bibliotecas ligando leitores de todo o mundo, o homem imprime a sua marca, revelando a trajetória de seu conhecimento. No entanto, a quem os livros e as bibliotecas têm servido?
Num país em que grande parte da população não tem acesso à escrita e outra parte tem acesso à ela, mas não é letrada, precisamos questionar o papel da escola, instituição a que se delega esse poder - o de ensinar a ler e a escrever.
O mundo de hoje, dominado pela informação e pela informática, não comporta mais uma escola que aprisiona o conhecimento em alguns poucos livros. É evidente que as crianças vão à escola para aprender ler e escrever e para apropriar-se do saber construído ao longo do tempo pelo homem. Chegam cheias de sonhos, expectativas e conhecimentos, inclusive sobre a escrita e sobre a linguagem escrita: contam histórias e fatos, cantam músicas, recitam quadrinhas, etc. Por que, então, a escola insiste amordaçá-las, em ensinar estranhas "famílias" de sílabas ou em listas de palavras e de frases tão diferentes de tudo o que ouvem, vêem e falam? Onde está a diversidade de textos com os quais convivemos, par comparar, ampliar o mundo, refletir, fazer descobertas e tirar conclusões se lhes é dado um único material "de ler"? A escola mata o leitor antes mesmo que ele aprenda a ler
Aprende-se exatamente pela divergência e não pela igualdade. Aprende-se a ler lendo textos!!! Como diz Foucambert (1994)," ler é um trabalho de detetive, é como achar pistas no que é apresentado pela escola". Ler é construir significados e quanto mais lemos maior é a rede de sentimentos que podemos tecer. Ler é dialogar com o autor, com seu contexto histórico, social e cultural, é preencher os vazios de modo ímpar, utilizando seus conhecimentos prévios ( Kleiman).
Crianças gostam de livros, gostam do cheiro do livro...gostam dos sonhos que eles despertam!! A criança é naturalmente curiosa e cheia de imaginação, o livro e por conseguinte a leitura, aguçam essa imaginação, essa curiosidade...essa "invencionice".
Leio muito para meus alunos e com meus alunos, sem cobranças - lemos por puro prazer. Incentivo que levem livros para casa, para que leiam com seus familiares e, se tiverem vontade contem para os colegas como foi essa experiência. Tenho confiança que estou formando leitores competentes, mas muito além disso, estou formando leitores que leem por prazer!!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

A escola é nossa!!




A escola é nossa...de todos nós - alunos, educadores, gestores, funcionários, pais - comunidade. A escola não é dos políticos - eles estão...nós somos.
A Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garantem e educação como um direito de TODOS.
O ensino público é mantido com os impostos pagos por nós, portanto o ensino público não é de graça, nós pagamos por ele. Temos o direito de exigir qualidade. Temos o direito e, devemos cobrar que nos seja ofertada uma boa escola; para tanto precisamos participar, precisamos conhecer nossos direitos, precisamos nos mobilizar, lutar pela escola e pela educação DE MUITO BOA QUALIDADE.
É por meio da educação que nossas crianças terão melhores chances de um futuro melhor -  uma escola de qualidade abre portas, uma escola de qualidade é garantia de sucesso...
A escola não pode ser apenas um lugar onde os alunos se reúnem...ela deve ser o espaço onde vidas se constroem...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Condições sociais impactam o Ideb

Falo sobre isso já faz uns dez anos.

"Para obter bons resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), é fundamental investir na qualidade do ensino, mas o governo deve melhorar também a infraestrutura escolar e as condições sociais dos alunos." - Revista Nova Escola - abril 2014 - nº 271





De que adianta falar tanto em qualidade de ensino e formação de professores, se o básico, que é a infraestrutura ninguém nunca ouviu falar. 
Escolas caindo aos pedaços, crianças tendo que usar o "matinho" como banheiro, material didático de péssima qualidade, móveis quebrados, sala de informática (quando existem) estão sucateadas...falta giz, falta caderno, falta lápis...falta merenda. 
Transporte escolar? Nem pensar.
Enquanto isso nossos governantes e seus técnicos em educação acreditam (e pior que acreditam mesmo) que formar professores é a solução - a única solução. Seria, se tivéssemos também uma excelente infraestrutura. Seria, se tivéssemos materiais e instrumentos necessários para colocar em prática tudo que aprendemos. Seria, se fossemos ouvidos em nossas necessidades no dia a dia. Seria, se nossos alunos tivessem uma vida digna. Seria, se os cursos de formação não fossem apenas cópias uns dos outros. Seria, se os professores recebessem salários dignos e compatíveis com a responsabilidade de formar cidadãos. seria, seria...seria!!!
Crianças que vivem em situação precária tendem a ter baixo rendimento...jura? Foi preciso encomendar uma pesquisa para chegar a essa conclusão? Parece óbvio que sim. Infraestrutura é tudo, é a base de qualquer projeto...sem infraestrutura não se constrói nada. Tente erguer uma casa sem o alicerce...você pode até erguer um pedaço de parede, mas fatalmente ela irá cair. O mesmo acontece com a Educação...do jeito que a coisa é feita, até parece que tudo está caminhando muito bem, no entanto só quem vive o cotidiano da sala de aula, o cotidiano da escola sabe que as "paredes" caem sempre que levantadas.
Grande número de transferências causam impacto no Ideb - claro que sim - mas como manter a família naquele logradouro se as condições da família são precárias.
além de melhorar as condições estruturais das escolas é preciso melhorar - com extrema urgência - as condições da comunidade. Um depende do outro. Não dá mais para brincar de faz de conta. Nós professores não podemos - e não queremos - pagar mais essa conta.

terça-feira, 29 de abril de 2014

A alfabetização é parte do direito à educação em qualquer idade

Texto excelente
Por Antônio Gomes Batista ( Crõnica retirada na íntegra de Plataforma do Letramanto, publicada em 29/01/2014) www.plataformadoletramento.org.br
                                         Foto retirada da internet ( pode ter direitos autorais)
Eu sempre fui fascinado por adultos não alfabetizados e moradores de grandes cidades: eles vivem numa sociedade que se organiza com base na escrita, que estigmatiza aqueles que não dominam as habilidades de ler e escrever com alguma proficiência e onde é a assinatura que vale, não a palavra dada, como em muitas comunidades em que a oralidade ainda reina.
Como eles conseguem se virar nesse mundo que, em princípio, os exclui? Que estratégias encontram para trabalhar, para se movimentar na cidade, para ter acesso a informações, para conhecer e assegurar direitos, para participar da vida política, para construir uma identidade?
Quase sempre, quando conversava com esses adultos, em situações cotidianas ou de pesquisa, o que primeiro aparecia era a quase impossibilidade de se dizer: analfabeto, analfabeto. “Ando com a vista ruim”. “Estou precisando de óculos”. “Estudei muito pouco”. “Lá na roça não tinha escola”. A minha impressão é de que aqueles que mais recusavam o estigma eram os que tinham maiores “níveis” de letramento ou, dizendo de modo mais preciso, eram os que mais participavam da cultura letrada. Haviam vindo para a grande cidade há mais tempo; estavam integrados ao mundo do trabalho; alguns tinham uma intensa participação social, por meio de associações comunitárias, religiosas ou políticas.
A participação na cultura letrada se fazia por meio de diferentes estratégias. Duas eram as mais importantes e motivo de muito orgulho para essas pessoas. A primeira é a memorização – desde receitas dadas por uma “patroa” ou aprendidas por meio da televisão até nomes de produtos à venda na mercearia em que se trabalha. A segunda é a própria oralidade, por meio da qual o não alfabetizado lê e escreve com apoio de alguém ou de uma rede de pessoas que estabelece uma mediação com o mundo da escrita: pergunta-se, pede-se para escrever, conversa-se sobre o que está escrito, debate-se.
Eu já aprendi muito com todos esses adultos sobre modos de ver o mundo, seja com os que participam mais da cultura letrada, seja com aqueles que têm uma participação muito limitada nessa cultura. O maior ou menor iletrismo não impedia suas possibilidades de participação política, não impedia que tivessem consciência, mais que outros grupos mais letrados, das dificuldades que viviam e de injustiças que sofriam. Mas queriam aprender a ler e a escrever. Queriam, mesmo os que, em algum grau, participavam da cultura letrada, se alfabetizar.
Queriam por dois motivos. Primeiro, para romper a exclusão simbólica, o estigma, e suas consequências objetivas, que o estatuto de não alfabetizado gera, como, no caso dos mais jovens, o acesso ao mercado de trabalho e à escolarização e seus certificados. Segundo, especialmente no caso dos mais velhos, para conquistar uma independência e uma autonomia sempre fugidia.
Eu fico pensando nesses adultos, quando se debate idade certa para se alfabetizar. Para se fazer um compromisso ou um pacto da sociedade pela alfabetização, o “slogan” ou “mote” é bom. É preciso, com certeza, de um ponto de vista curricular, definir em que momento da escolarização se espera que as crianças estejam alfabetizadas (embora, sem dúvida, muitas possam se alfabetizar antes desse marco final). É fundamental fazer essa definição. Mas é incorreto usar o termo “idade”.
A alfabetização é parte do direito à educação. Numa sociedade que não assegurou a muitos esse direito, é preciso ainda assegurá-lo. Em qualquer idade

sexta-feira, 21 de março de 2014

O que move o Educador? Imagine um país bem educado...




Por Rodrigo Travitz
O que move o educador? A necessidade, a competência, os alunos, os ideais. E no Brasil, especialmente a imaginação.
Se o Brasil já é um país tão admirável, imagine quando todos tiverem uma boa escola. Imagine um país onde você não tem medo de andar na rua e gosta de conversar com o faxineiro sobre política. Imagine um país onde as pessoas exalam o sentimento de coletividade diariamente, não apenas no natal ou carnaval.
Nada muito idealizado, claro, se não a imaginação acaba nos afastando da realidade. Imagine as pessoas assim como você as conhece, suas belezas e feiúras, conseguindo conversar sobre as coisas, entender melhor o mundo, a sociedade, as pessoas, os próprios sentimentos. Onde não se pensa que respeito à diversidade é uma questão de tolerância. Neste mundo as pessoas são diferentes, imperfeitas, egoístas e altruístas, razoáveis e impulsivas... mas são bem educadas. Não no sentido da disciplina pura e simples “ah, que menina educadinha...”, mas no sentido mais profundo da educação. Contra a barbárie. A cultura, a razão, a experiência humana, a valorização do saber coletivo.

Imagine um mundo onde as pessoas preferem resolver suas diferenças conversando (mesmo que longamente), ao invés de uma “solução” rápida e violenta. Elas fazem isso porque sabem que pode dar certo, conversas podem resolver diferenças – afinal, elas já tiveram esta experiência. Se não na família ou entre os amigos, ao menos na escola. A escola deve garantir que todas as pessoas tenham certos tipos de experiência, de respeito ao indíviduo e ao coletivo, ao saber, à vida. Experiências bem sucedidas neste sentido, que sirvam de lição, de modelo para a vida. Imagine um mundo com pessoas assim.
Este cenário parece loucura, impossível, utópico, mas ao mesmo tempo parece a coisa mais razoável de se pensar. Essa imaginação fértil e desejo profundo é que movem o educador.
Fonte:Rizomas.net

quarta-feira, 12 de março de 2014

Os jogos na alfabetização

O jogo no processo de alfabetização pode ser muito útil e interessante, pois através dele pode-se alcançar inúmeras ações, incentivando a interação e possibilitando uma aprendizagem eficaz, fomentando também o prazer e a curiosidade.
O jogo dá a criança a possibilidade de investigar, problematizar práticas culturais e de seu cotidiano. a utilização de jogos pode ser excelente recurso de participação, integração e comunicação entre alunos.
Através dos jogos, os alunos terão meios para compreender e expressar-se bem, dominando diferentes linguagens e instrumentos textuais.
Entende-se, portanto, que o jogo é importante e necessário para o desenvolvimento intelectual e social da criança, estimulando sua criticidade, sua criatividade e sua habilidade social. Quando faz uso do lúdico, o professor está propiciando ao aluno a oportunidade de se integrar de forma dinâmica, interpretando e expondo ideias e explorando seus conhecimentos.
O professor envolvido com jogos e brincadeiras na escola, deve além de atuar como animador, ser um observador e um investigador das relações e acontecimentos que se desenvolvem na sala de aula. Ele precisa ter uma sólida formação teórica, pedagógica e pessoal, pois a preocupação, hoje, é desenvolver na criança as reais condições de que sejam capazes de conhecer seus direitos e deveres e reivindica-los e cumpri-los perante a sociedade.

Leituras: 
Antunes, Celso - Jogos para a estimulação das Múltiplas Inteligências
Brasil, Parâmetros Curriculares Nacionais
Ferreiro, E.- Reflexões sobre alfabetização
Kramer, S. - Alfabetização: leitura e escrita


terça-feira, 11 de março de 2014

Ser educador




"Sem condições materiais objetivas para nossos professores e sem possibilidades concretas de que se tornem intelectuais, críticos de seu tempo, da sociedade em que vivem e dos contextos específicos em que atuam como leitores do mundo e de textos, não me parece ser possível superar as marcas do analfabetismo. Certamente não será com prédios, aparelhos de tv e kits multimídias ou novas alternativas metodológicas que se conseguirá esse feito: os tijolos, o coração e o cérebro das nossas ações foram, são e continuarão a ser os professores e professoras que ano após ano convivem com crianças, jovens e adultos nas escolas concretas existentes nas esquinas das cidades, nas fazendas do campo, nos bairros pobres e sofridos das periferias." - Sonia Kramer in Alfabetização, leitura e escrita

segunda-feira, 10 de março de 2014

As 12 maneiras de ser a pior mãe do mundo

texto retirado na integra de: Família.com.br
12 maneiras de ser a pior mãe do mundo
Aqui estão 12 maneiras de ser o pior tipo de mãe possível.
Uma vez, eu saí da loja, sem dar a bolacha que meu filho fez birra para conseguir. Uma mulher me parou no estacionamento e me disse que eu era a melhor mãe naquele local. Já minha filha não tinha tanta certeza disso. Quando seus filhos lhe disserem que você é má, tome isso como um elogio. A nova geração tem sido chamada de a mais preguiçosa, mais rude, e a com mais títulos da história. As histórias sobre crianças que são difíceis de lidar assustam até a melhor das mães. Novidade: não são apenas as crianças, são os pais. É fácil querer jogar a toalha e desistir de brigar com seus filhos. Afinal, todas nós não queremos ser a mãe legal? Não desista. Eles podem pensar que você é malvada agora, mas eles vão agradecer-lhe mais tarde.

Aqui estão 12 maneiras de ser a pior mãe do mundo:

1. Faça seus filhos irem para a cama a uma hora razoável. Será que existe alguém que não tenha ouvido o quão importante uma boa noite de sono é para o sucesso de uma criança? Faça seu papel de mãe e coloque seu filho na cama. Ninguém nunca disse que a criança tinha que querer ir para a cama. Eles podem brigar no início, mas com persistência, eles aprenderão que você está falando sério. E depois é só aproveitar para ter um tempo só seu ou para o casal.

2. Não dê a seus filhos sobremesa todos os dias. Doces devem ser guardados para ocasiões especiais. Isso é o que os deixa mais gostosos. Se você ceder às exigências de seu filho de ter doces o tempo todo, ele não vai apreciar o gesto quando alguém lhe oferecer um doce como recompensa ou presente. Além disso, imagine quanto isso pode custar caro quando o levar ao dentista e ao médico.

3. Faça-os pagar por suas próprias coisas. Se você quer algo, você tem que pagar por aquilo. É assim que funciona a vida adulta. Para conseguir tirar seus filhos do porão no futuro você precisa ensiná-los agora que eletrônicos, filmes, videogames, esportes e acampamentos que eles gostam têm um preço. Se eles tiverem que pagar tudo ou pelo menos parte do preço eles irão apreciar mais. Você também pode evitar pagar por algo que seu filho queira somente até conseguir aquilo. Se ele não está disposto a ajudar a pagar pelo menos metade, ele provavelmente não queira aquilo tanto assim.

4. Não mexa os pauzinhos. Alguns jovens têm dificuldade quando começam a trabalhar e percebem que as regras também se aplicam a eles. Eles precisam chegar no horário e fazer o que o chefe mandar. E (ai, ai!) parte do trabalho eles nem gostam de fazer. Se você não gosta do professor do seu filho, do seu parceiro de ciências, sua posição no campo de futebol ou no ponto de ônibus evite a tentação de mexer os pauzinhos para que seu filho consiga as coisas do jeito que ele preferir. Você está roubando a chance do seu filho de tirar o melhor e aprender com a situação. Lidar com uma situação menos que ideal é algo que ele terá que fazer o tempo todo na vida adulta. Se a criança nunca aprender a lidar com isso, você a está levando ao fracasso.

5. Faça-os fazer coisas difíceis. Não interfira automaticamente e tome conta quando as coisas se tornarem difíceis. Nada dá a seus filhos um melhor impulso de confiança do que não fugir do problema e realizar algo difícil por eles mesmos.

6. Dê-lhes um relógio e um despertador. Seu filho estará melhor se aprender as responsabilidades de controlar seu próprio tempo. Você não estará sempre lá para pedir pra ele desligar a TV e ir para seus compromissos.

7. Não compre sempre o melhor e o mais recente. Ensine seus filhos a terem gratidão e satisfação pelo que eles têm. Estar sempre preocupado com o próximo grande lançamento e quem já o tem vai levá-los a uma vida de dívidas e infelicidade.

8. Deixe-os experienciar a perda. Se seu filho quebrar um brinquedo, não compre um novo para substituí-lo. Ele vai aprender uma valiosa lição sobre cuidar de suas coisas. Se seu filho esquecer de entregar uma tarefa na escola, deixe-o ficar com uma nota mais baixa ou faça-o ir conversar por si mesmo com a professora sobre conseguir crédito extra. Você estará ensinando responsabilidade - quem não quer filhos responsáveis? Eles podem ajudá-la a se lembrar de todas as coisas que você se esquece de fazer.

9. Controle a mídia. Se todos os outros pais deixassem seus filhos pularem de uma ponte você também deixaria? Não deixe seu filho assistir a um filme ou jogar um videogame que seja inapropriado para crianças só porque as outras crianças o fizeram. Se você defender e lutar por manter a educação decente de seus filhos outros podem seguir suas ações. Crie uma pressão positiva.

10. Faça-o se desculpar. Se seu filho fizer algo errado, faça-o confessar e enfrentar as consequências. Não varra a grosseria, bullying, ou desonestidade pra debaixo do tapete. Se você errar, dê o exemplo e encare as consequências de seu erro.

11. Importe-se com suas maneiras. Até mesmo crianças pequenas podem aprender as noções básicas de como tratar outro ser humano com respeito e dignidade. Ao fazer da boa educação um hábito você estará fazendo a seus filhos um grande favor. Boas maneiras é o caminho certo para conseguir o que você quer. "Você pega mais moscas com mel do que com vinagre."

12. Faça-os trabalhar - de graça. Seja ajudando a avó no jardim ou voluntariando-se para ser tutor de crianças mais novas, faça o serviço parte da vida de seus filhos. Isso os ensina a olhar além de si mesmos e ver que outras pessoas também têm necessidades e problemas - às vezes maior do que sua própria.

Com todo o tempo que você passar sendo má, não se esqueça de elogiar e recompensar seu filho por comportamento excepcional. E sempre se certifique que eles saibam que você os ama. Com um pouco de sorte, seus filhos podem virar o jogo e fazer sua geração conhecida por sua esperança e promessa.

Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original 12 ways to be the meanest mom in the world, de Megan Wallgren.