Textos para HTPC e afins

                                 Texto 1               Qual Milho de Pipoca você é?

                                        (texto reflexivo p/ quem aprecia leitura)



A transformação do milho duro em pipoca macia é simbolo da grande transformação por que devem passar as pessoas para que elas venham a ser o que devem ser.
O milho de pipoca não é o que deve ser.
Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com gente. As grandes transformaçoes acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que é o seu jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor.
Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre.
Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece:
Bum!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente que ela mesma nunca havia sonhado.
Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisas mais maravilhosas do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria a ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada.
Seu destino é o lixo.
E você o que é?
Uma pipoca estourada ou um piruá? 
Texto de Rubem Alves



Texto 2       O PROFESSOR INSTRUTOR &
 O PROFESSOR EDUCADOR
Miguel Almir L. de Araújo

O professor instrutor cumpre obrigações. O professor educador celebra paixões. O professor instrutor superestima o quantitativo, instrumentaliza para o ter que tende à coisificação e a mercadejação do humano. O professor educador realça a busca do qualitativo, da globalidade do ser, da dignidade e da beleza humana; conduz à vocação, à voz do coração.
O professor instrutor assume a função de mero transmissor e reprodutor dos saberes instituídos submetendo os indivíduos aos ditames estabelecidos, ao adestramento e à domesticação. O professor educador passa pelo já instituído e busca instituir novos saberes e sentires procurando rasgar os papéis e as máscaras que empacotam e escondem, instigando a autenticidade, o espírito criador e transgressivo.
O professor instrutor repete todo dia os mesmos cacoetes e recursos metodológicos na cadência decadente das rotinas emboloradas e desencantantes. O professor educador reinventa permanentemente seus procedimentos, renovando-se e reencantando-se com o aprendizado vigoroso de cada experiência vivida. O professor instrutor considera-se detentor do saber, pretensamente pronto e acabado. O professor educador concebe-se aprendiz inacabado nos fluxos do cotidiano.
O professor instrutor circunscreve-se na geometria do tempo linear do chronos. O professor educador descortina-se pelas curvas do tempo dinâmico do kairós. O professor instrutor dá aulas previsíveis, insípidas e frias. O professor educador tece aulas imprevisíveis, abertas ao fluxo das aventuras, ruminando o saber com sabor, convertendo-as em vivências vívidas e encantantes; em constantes ritos de iniciação e de renovação dos pensares e sentires. O professor instrutor percorre os caminhos já feitos do ordinário, mais fáceis e cômodos. O professor educador ousa as veredas ainda não trilhadas, mais desafiantes e difíceis, inaugurando caminhos novos, extraordinários.
O professor instrutor tende a reduzir as salas de aula em "selas de aula" aprisionantes e cinzentas, em que reinam a tristeza e o desprazer, e a vida, os sonhos são mortificados. O professor educador converte as salas de aula em espaços abertos e multicoloridos, em que vicejam a alegria e o prazer, e a vida, os sonhos são vicejados – em espaços de celebração da vida.
O professor instrutor obedece aos receituários das liturgias mecânicas e cristalizadas, com suas normas e ordens asfixiantes. O professor educador ultrapassa as receitas desodorizadas e move-se pelas buscas dinâmicas das transformações constantes e emancipadoras entre ordem e caos. 
O professor instrutor transmite saberes. O professor educador rumina saberes e busca sorver sabedorias. O professor instrutor erige suas práticas pedagógicas com lógicas monológicas, metálicas e excludentes. O professor educador fundamenta-se em lógicas dialógicas, flexíveis e includentes.
O professor instrutor dita conteúdos para que os alunos copiem e assimilem de modo reflexo.  O professor educador problematiza conteúdos para que os alunos reflitam e compreendam criticamente. O professor instrutor encampa modelos uniformes lastreados em certezas fixas. O professor educador articula múltiplas referências fundadas em possibilidades abertas, em incertezas. 
O professor instrutor privilegia o logos, a cognição, a mente. O professor educador entrelaça logos e eros, cognição e intuição, mente e corpo. O professor instrutor reduz-se aos muros/muralhas da escola, da sala de aula. O professor educador transpõe esses limites trespassando os horizontes expansivos do cotidiano movente da vida. 
O professor instrutor professa voto de fidelidade às alianças cultuadoras das burocracias que tendem à domesticação e à subjugação. O professor educador concebe a necessidade mínima de burocracia, sendo esta, mero instrumento que deve estar a serviço dos direitos e liberdades fundamentais do ser humano.

O professor instrutor busca as competências técnica e teórica, a inteligência cognitiva. O professor educador busca as competências técnica e teórica, mas, principalmente, as competências éticas e estéticas, as inteligências cognitiva, intuitiva e emocional. O professor instrutor tende à intolerância e até ao abuso de poder, fala muito e quase não escuta. O professor educador prima pelos princípios da tolerância, da ética da solidariedade e da escuta sensível.
O professor instrutor prima pelos vãos do ter. O professor educador prima pelos desvãos do ser. O professor instrutor busca a reluzência das performances externas dos indivíduos. O professor educador passa pela exterioridade como caminho que conduz às dimensões mais profundas da interioridade do ser, ao autoconhecimento.
O professor instrutor acomoda-se nas linhas retas e regulares das planícies. O professor educador aventura-se pelas curvas e acidentalidades das montanhas. O professor instrutor habitua-se à rotina das tartarugas e das galinhas que rastejam e ciscam a superfície da terra. 
O professor educador, como a águia, nutre-se das energias da terra e alça seus vôos bailantes pelos ermos do incomensurável. O professor instrutor privilegia o desenvolvimento das dimensões mais instintivas que traduzem os aspectos mais materialistas do ser humano, as quais, isoladas, fomentam o espírito de competição e de arrogância que desembocam em brutalização e barbárie. 
O professor educador assume as múltiplas dimensões do humano, passando pelo instinto e atingindo o coração e o espírito de fineza fomentando a solidariedade e a amorosidade. O professor instrutor confina o humano apenas à esfera do material/físico, do imediato e do visível (pedagogia do São Tomé). O professor educador educa para a imanência e para a transcendência, para o invisível, para os valores humanos – a espiritualidade.
Retirado de:  http://professoratatianealmeida.blogspot.com.br/


Texto 3        O PROFESHOW E O PROFECHATO
Por Fabiano Brum

Atualmente o tema educação e o processo de ensino-aprendizagem têm sido amplamente discutidos em diversos meios de comunicação. Metodologias, materiais didáticos, integração da família na escola, capacitação de professores, são assuntos frequentemente abordados.

Quando vemos alguma informação ligada à educação, vez ou outra nos recordou de alguns professores que tivemos em nossa vida escolar. Do infantil até o ensino médio, na graduação  ou na pós-graduação, vários foram os profissionais que estiveram lecionando na sala de aula onde estávamos matriculados.

Alguns deles nos lembramos pelo companheirismo, outros pela rigidez na condução do conteúdo, uns pela excelente didática e outros pela total  ausência dela. O curioso é que normalmente nos lembramos daqueles que foram excelentes professores e, também, dos que foram péssimos. Raramente nos lembramos dos professores  medianos.

Isso porque ficam guardadas em nossa memória as experiências que se diferenciam das nossas expectativas, ou seja, aquelas que foram positivamente além daquilo que imaginávamos e, da mesma forma, temos facilidade de registrar aquelas que ficaram aquém.

Por que alguns professores conseguem envolver seus alunos na compreensão dos conteúdos, na discussão e participação em sala de aula e outros não? O que caracteriza esse professor considerado bem-sucedido? De qual natureza são os recursos internos de que dispõem os educadores e que desenham sua competência?

Educar pessoas não é uma tarefa fácil, e a profissão de educador é uma das mais desafiadoras e exigentes. O relacionamento com o aluno, lidar com a sensibilidade e a curiosidade da criança, a inquietude e o dinamismo da juventude, a  transformação de saberes e a internalização de valores educativos, são atividades que exigem profissionalismo, preparação e amor pela educação.

De uma forma geral percebemos que virou moda    “desacreditar” da profissão de professor, vemos até mesmo professores falando mau de seu próprio ofício. Porém temos visto professores que dão um verdadeiro show de desempenho em sala de aula. Para estes dou o nome de PROFESHOW!

O Profeshow é aquele que ama sua profissão, é pesquisador, movido por desafios e pela necessidade de aperfeiçoamento contínuo. Propicia aos seus alunos oportunidades de construção e reconstrução do conhecimento, fundamentado no aprender a aprender, no aprender a pensar, no aprender a ser, no aprender a conviver, como formas para ampliação da compreensão do mundo.

O Profeshow inova em sua metodologia,entende que não existem trinta alunos em sua sala, mas sim trinta pessoas, e que cada indivíduo necessita de estímulos diferentes para que ocorra o aprendizado. O Profeshow é motivado e motivador, inspirado e inspirador em suas atitudes. Excelente comunicador, ele sabe que é preciso conquistar a atenção, o respeito e a admiração.

O Profeshow fez a escolha pela área de educação, ele é “professor na plenitude da palavra”, dedicando-se a fazer o melhor pelos seus alunos, pela sua escola, colegas de trabalho, pela sociedade e pela sua profissão. Por outro lado, temos o PROFECHATO. O perfil do Profechato é exatamente o contrário do Profeshow. Está sempre de mau humor, critica sua profissão, completamente sem entusiasmo, encara o dia a dia do seu trabalho como um árduo fardo a ser carregado. Suas aulas são monótonas, sem conteúdo e sem vida. Aliás, vida é tudo o que falta para o Profechato.

Dizem que a nossa vida é feita de escolhas. Qual é a sua escolha? Ser um Profeshow ou um Profechato?

Retirado de:  http://professoratatianealmeida.blogspot.com.br/


Texto 4                 O Verdadeiro Poder
“Era uma vez um guerreiro, famoso por sua invencibilidade na guerra. Era um homem extremamente cruel e, por isso, temido por todos. Quando ele se aproximava de uma aldeia, os moradores saiam correndo para as montanhas, onde se escondiam do malvado guerreiro. Subjugou muitas aldeias.
Certo dia, alguém viu ele se aproximar com seu exército de uma pequena aldeia, onde viviam alguns agricultores e entre eles um velhinho, muito sábio.
Quando o pessoal escutou a terrível notícia da aproximação do guerreiro, tratou de juntar o que podia e fugir rapidamente para as montanhas. Só o velhinho ficou para trás. Ele já não podia fugir. O guerreiro entrou na aldeia e foi cruel, incendiando as casas e matando alguns animais soltos pelas ruas.
Até que chegou na casa do velhinho. O velhinho, quando o viu se assustou. E sem piedade, foi dizendo ao velhinho que seus dias haviam chegado ao fim. Mas, que lhe concederia um último desejo, antes de passá-lo pelo fio de sua espada. O velhinho pensou um pouco e pediu que o guerreiro fosse com ele até o bosque e ali lhe cortasse um galho de uma árvore. O guerreiro achou aquilo uma besteira. –‘Esse velho deve estar gagá. Que último desejo mais besta.’
Mas, se esse era o último desejo do velhinho, havia que atendê-lo. E lá foi o guerreiro até o bosque e com um golpe de sua espada, cortou um galho de uma árvore.-‘ Muito bem’ disse o velhinho.
-‘O senhor cortou o galho da árvore. Agora, por favor, coloque esse galho na árvore outra vez.’ O guerreiro deu uma grande gargalhada, dizendo que esse velho deve estar louco, pois todo mundo sabe que isso já não é mais possível, colocar o galho cortado na árvore outra vez. O velhinho então lhe respondeu:
- ‘Louco é você que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar, esse não tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Essa pessoa tem verdadeiro poder".

(Autor Desconhecido)

Retirado de: http://marcioandreibon.blogspot.com.br/



 Texto 5   -  O problema é seu!! Será???

O rato vê o fazendeiro abrindo um pacote e fica aterrorizado ao descobrir que se trata de uma ratoeira. Ele então corre pelo pátio da fazenda e adverte:
– Cuidado! Há uma ratoeira na casa!
A galinha, contudo, ao ver o desespero do rato, comenta:
– Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para você, mas não me prejudica ou incomoda em nada.
O rato então vai até o porco e diz:
– Há uma ratoeira na casa!
– Sr. Rato, me desculpe, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar por você. Fique tranquilo que lembrarei de você em minhas orações – responde o porco.
Já em desespero, o rato dirige-se à vaca, mas ela dá de ombros e comenta:
– Uma ratoeira? Ué, o que eu tenho a ver com isso?
Cabisbaixo e abatido o rato volta pra casa, e terá de encarar sozinho a ratoeira do fazendeiro.
E naquela mesma noite ouviu-se o barulho da ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro então correu para ver o que havia capturado e, antes que percebesse que havia pego a cauda de uma cobra venenosa, foi picada por ela.
O fazendeiro levou-a imediatamente ao hospital e, quando voltou, percebendo a esposa ainda febril, decidiu preparar-lhe uma canja de galinha. Saiu, pegou seu cutelo, foi até o galinheiro e providenciou o ingrediente principal.
Como as coisas não melhoraram, no dia seguinte alguns amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro decidiu matar o porco.
Passaram-se alguns dias e infelizmente a mulher não resistiu e acabou morrendo; muita gente veio para o funeral e o fazendeiro precisou sacrificar a vaca para alimentar todo aquele povo.



Texto 6   -   O tijolo
 Um jovem e bem sucedido executivo dirigia em alta velocidade pela estrada, quando de repente um tijolo atingiu a porta de seu novíssimo carro. Imediatamente ele freou, deu marcha ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo, saltou do carro e se deparou com um menino.
Sem nada perguntar, empurrou o menino contra um veículo e gritou:
– Você é louco moleque? Por que fez isso? Sabe quem eu sou? Que besteira você pensa que está fazendo? Eu acabo de tirar este carro da loja!
– Senhor, me desculpe, eu não sabia mais o que fazer! – respondeu o menino assustado – Eu tentei parar outras pessoas, mas não consegui. Meu irmão desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas e não consigo levantá-lo. O senhor poderia me ajudar a recolocá-lo em sua cadeira de rodas? Ele está machucado e é muito pesado para mim.
O jovem executivo, com “um nó na garganta”, dirigiu-se então ao jovenzinho, colocou-o em sua cadeira de rodas, tirou seu lenço, limpou suas feridas e arranhões, e ficou ali até ter certeza de que estava tudo bem.
– Obrigado e que Deus possa abençoá-lo – agradeceram as crianças.

Enquanto o homem ficou observando o menino se distanciar, empurrando seu irmão em direção à sua casa, decidiu não consertar a porta amassada para lembrar-se de que não é preciso ir tão rápido pela vida, a ponto de que as pessoas precisem atirar um tijolo para conquistar sua atenção.

Texto 7  -   Os gansos
 Ao emigrar em busca de lugares mais quentes, os gansos voam na típica formação em “V”. Sabe por quê?
 Quando um ganso bate as asas cria um vácuo para o pássaro seguinte. Voando na formação em “V”, o bando inteiro tem o seu desempenho 71% melhor do que se cada um voasse sozinho.
Lição: As pessoas que dividem uma direção em comum e têm senso de comunidade chegam mais rápido e mais facilmente a seu destino, porque estão viajando baseadas na confiança.
 Sempre que um ganso sai da formação, sente imediatamente a resistência por tentar voar sozinho e, rapidamente, volta para a formação, aproveitando o vácuo deixado pela ave imediatamente à sua frente.
Lição: Se tivermos sensibilidade e bom-senso, permaneceremos alinhados e unidos com aqueles que buscam o mesmo objetivo, e nos disporemos a aceitar a sua ajuda, assim como prestar a nossa ajuda quando necessário. A força, o poder e a segurança aumentam quando seguimos na mesma direção daqueles com quem dividimos um objetivo em comum. As metas serão alcançadas mais fácil e rapidamente.
 Quando o ganso líder se cansa, muda para trás na formação e, imediatamente, um outro ganso assume o lugar, voando para a posição da ponta.
Lição: Todos devem apoiar nas tarefas mais pesadas e compartilhar a liderança. Compartilhar e combinar dons, talentos e recursos. Não é preciso ser “chefe” para ser líder. O verdadeiro líder se conhece pelas suas atitudes. As pessoas, assim como os gansos, são dependentes umas das outras.
 Os gansos de trás grasnam para encorajar os da frente, e aumentar a velocidade.
Lição: Quando há encorajamento o progresso é maior. Todos precisam ser encorajados com elogios e palavras de ânimo, inclusive o líder.
 Finalmente, quando um ganso adoece ou está ferido, e cai, dois gansos saem da formação e o seguem, para ajudá-lo e protegê-lo. Eles ficam com ele até que seja capaz de voar novamente, e depois começam uma nova formação ou partem em busca de seu grupo.
Lição: Numa equipe, todos podem passar por dificuldades e precisarão apoiar-se mutuamente.           
 Se nos mantivermos um ao lado do outro, apoiando-nos mutuamente. Se tornarmos realidade o espírito de equipe. Se apesar das diferenças pudermos formar um grupo humano para enfrentar qualquer tipo de situações. Se entendermos o verdadeiro valor da amizade. Se tivermos consciência do sentimento de partilha. A vida será mais simples, trabalhar em equipe vai ser prazeroso, alcançaremos as metas e objetivos, e todos ficarão felizes.


Texto 8 - As três peneiras
 Olavo foi transferido de setor. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:
– Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Marco; Disseram que ele…
Antes mesmo de terminar a frase, Juliano, o chefe, o interrompeu:
– Espere um pouco Olavo, o que vai me contar sobre o Marco já passou pelo crivo das três peneiras?
– Peneiras? Que peneiras, chefe?
– A primeira peneira é a da VERDADE. Você tem certeza que o que vai me contar sobre o Marco é absolutamente verdadeiro?
– Não. Só sei o que me contaram, mas acho que…
E, novamente Olavo é interrompido pelo chefe.
– Então sua história já vazou a primeira peneira.
Vamos então para a segunda; a peneira da BONDADE.
O que você vai me contar é algo bom? Gostaria que os outros também dissessem isso a seu respeito?
– Claro que não! Deus me livre, chefe! – responde Olavo assustado.
– Então – continua o chefe – Sua história vazou também a segunda peneira.
Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE.
Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou passá-lo adiante? Ele ajuda a resolver alguma coisa? Pode ajudar a melhorar algo em nosso dia-a-dia?
– Sinceramente não, chefe. É, passando pelo crivo das três peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar – comentou Olavo, um pouco decepcionado.
– Pois é, Olavo. Já pensou como as pessoas poderiam ser mais felizes e as empresas muito mais agradáveis para se trabalhar se todos usassem essas peneiras? – diz o chefe sorrindo, e continua …
– Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo das três peneiras antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante: VerdadeBondade e Necessidade.

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