quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
O papel do professor
Imagem retirada da internet
Hoje, é essencial que os professores sejam considerados os melhores consultores possíveis e as pessoas mais indicadas para oferecerem o apoio necessário em questões de Educação.
Eles devem ser vistos pelos pais como profissionais competentes, cofiáveis e com experiência na educação de crianças.
Dentro da escola, professor é responsável pela formação dos vínculos afetivos com a criança, construindo um relacionamento individualizado, que objetiva facilitar caminho da integração do aluno com o grupo, isto é, desempenha o papel de mediador na socialização dos alunos. E para assumir um papel tão delicado e complexo, a formação do professor precisa se pautar na prática e na compreensão do desenvolvimento da criança.
Apoiados pela equipe pedagógica, os professores devem conhecer as dúvidas e as expectativas dos pais ou responsáveis pela criança, a fim de se tornarem não um substituto, mas um parceiro profissional e competente.
É importante lembrar que, desde os primeiros anoas de vida, as crianças devem ser consideradas membros permanentes de um grupo social de cidadãos. O respeito por elas é medido pela atenção que se dá à sua qualidade de vida, ao seu bem estar psicológico e físico, ao seu potencial e ao ritmo de seu desenvolvimento.
Texto adaptado de: Caderno Anglo
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Ler para os alunos
Quando o objetivo é ler para os alunos buscando garantir a semelhança com as situações sociais em que faz sentido ler para outras pessoas, é importante que o professor:
• Explicite sempre os motivos pelos quais deseja compartilhar a leitura com eles: porque o texto trata de uma questão interessante, porque conta uma linda história, porque é atual, porque está relacionado com um tema original, porque é divertido, porque é surpreendente, porque ajudará a classe a resolver um problema ou uma questão com a qual esteja envolvida.
• Demonstre que a qualidade do texto é o que motivou a sua escolha como algo que vale a pena ser lido: porque é interessante, instigante ou emocionante...
• Em se tratando de textos literários, evite escolher aqueles em que “o didático” – a intenção de transmitir um ensinamento moral, por exemplo – supere a qualidade literária, em que o texto é utilizado principalmente como pretexto para ensinar algum conteúdo escolar.
• Em se tratando de gêneros informativos, evite escolher textos com informações banalizadas, incompletas, distorcidas, simplificadas, supostamente escritas para um público infantil.
• Compartilhe com os alunos seu próprio comportamento de leitor experiente, mostrando-se interessado, surpreso, emocionado ou entusiasmado com o texto escolhido – relendo certos trechos, sempre que valha a pena ou seja necessário, como a passagem mais surpreendente da história, a parte mais complexa do texto, a questão central da notícia, entre outras possibilidades.
• Opine sobre o que leu, coloque seus pontos de vista aos alunos e convide-os sempre a fazer o mesmo – quer dizer, aja como qualquer leitor “de verdade”.
• Ajude os alunos a descobrir o significado do texto a partir do contexto, em vez de ficar explicando a toda hora as palavras que considera difícil.
Ofereça elementos contextuais que conferem sentido à leitura e favorecem a antecipação do que o texto diz. Isso se dá quando por exemplo:
• Comunica aos alunos onde e como encontrou o texto;
• Mostra a eles o portador do texto: se for um livro, mostra a capa na qual lê os dados (título, autor, editora); se for um jornal, faz referência à seção na qual o texto aparece, procurando-a diante deles; se for uma carta, diz como chegou às suas mãos e a quem está dirigida etc;
• Oferece informações complementares sobre o texto, o autor, o portador: se o que vai ler é um conto ou um poema, lê também partes do prólogo do livro ou conta dados biográficos do autor, se é uma noticia, faz referência a outras notícias parecidas; se é um texto de uma enciclopédia, pode investigar o que os alunos já sabem sobre o tema.
Essa prática diária traz, a longo prazo, uma série de benefícios para os textos dos alunos, pois pouco a pouco eles vão criando um repertório de bons modelos de textos.
Quando as crianças ainda não lêem e escrevem convencionalmente, apropriam-se da linguagem que se utiliza para escrever (que é diferente da que se usa para falar) e também dos gêneros textuais, ouvindo alguém ler para elas textos onde a linguagem escrita é empregada de forma cuidadosa e primorosa.
Essa é uma atividade aparentemente simples, mas que requer alguns cuidados, como por exemplo:
1. Inicie a aula sempre com uma leitura;
2. Escolha bons autores da literatura, textos com qualidade literária, evite os de frases curtas e com linguagem simplificada demais;
3. Ler é diferente de contar, por isso seja fiel ao que está escrito, leia para eles;
4. Não se preocupe em transformar essa atividade numa exploração de vocabulário: deixe que as crianças “deduzam” o significado das palavras desconhecidas a partir do contexto; a interpretação também não é necessária nesse momento;
5. Você pode ler um texto inteiro (uma notícia, um conto, um poema etc), desde que não seja muito longo, ou optar por um livro inteiro e ler um capítulo por dia;
6. E, finalmente, essa atividade não deve levar mais do que 5 a 10 minutos da aula.
Enfim, para que o professor possa saber quais são as melhores formas de trazer a leitura para dentro de sua sala de aula como algo atraente e interessante, talvez o critério mais eficaz seja o seguinte; agir com seus alunos como gostaria que seus professores tivessem agido com ele próprio para ajudá-lo a ser leitor interessado e disposto a “enfrentar” qualquer tipo de texto.
Adaptado por Rosaura Soligo e Rosangela Veliago a partir do texto da pesquisadora Argentina Delia Lerner, in Actualización Curricular – EGB – Primer Ciclo. Secretaria de Educación/Direccion de Curriculum. Municipalidad de la Ciudad de Benos Aires.
Texto retirado na integra de: nanareyseducacao.blogspot.com.br Experiências em Educação)
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Como ler bem?
Como transformar a leitura em um ato prazeroso
Ler não é um ato mecânico, pelo contrário, deve ser um ato prazeroso completamente desligado da idéia de obrigatoriedade. Não é fácil gostar de ler. Quem não adquiriu o hábito durante a infância dificilmente se encantará a cada vez que entrar em uma livraria. No entanto, muitos já perceberam que ler é essencial para se conseguir algo nesta vida.
Se você não gosta de ler, mas ao menos gostaria de gostar, aqui vão dicas que podem ajudar-lhe a se entusiasmar – ou pelo menos a suportar a relação entre você e os livros. Primeiramente é importante ter a consciência de que saber ler não significa saber compreender e este é um problema sério em nosso país. Pelo menos 38% dos brasileiros têm dificuldade em interpretar aquilo que lê. Isto é grave e deve ser combatido. Como? Com esforço próprio.
A compreensão depende muito da bagagem cultural do indivíduo e é por este motivo que a maioria dos livros indica a faixa etária ideal para lê-los. Se você ainda é jovem, em torno dos 13 anos, procure livros que tenham a ver com você. Ler Machado de Assis nesta época não vai ajudá-lo a gostar deste grande nome da literatura brasileira. Cada coisa a seu tempo. Para gostar de ler é preciso ler aquilo que lhe dá prazer, mesmo que isto seja um gibi!
Para criar o hábito da leitura, reserve um tempo do seu dia para praticar. Para que isto dê certo é preciso ser rigoroso, nada de dizer “ah, eu leio amanhã”. Lendo todos os dias o ato passará a ser corriqueiro e com o tempo se tornará um hábito inadiável. O ato de ler pode ser encarado como um ritual: procure um local tranqüilo, confortável e bem iluminado. Separe algo para beber e fique confortável (debaixo de uma mantinha quente ou de ar condicionado bem potente). Se você passar a ler em condições impróprias, o ato de ler pode ser associado à idéia de desconforto e aí “tchau” hábito da leitura.
Na ânsia de atingir o objetivo você pode acreditar que ler vários livros ao mesmo tempo pode ajudá-lo. Ledo engano. Um livro por vez é o indicado. Curta a história, entregue-se aos pensamentos e aproveite este momento (já ouviu dizer que ler é uma “viagem”?). Preocupe-se em manter um dicionário por perto, para poder consultar todas as palavras que não fazem sentido para você. Fazendo isto, além de compreender o que está lendo, a expressão passará a fazer parte do seu vocabulário.
Escreve bem quem lê muito e escreve melhor quem lê e escreve muito. Assim como o esporte, a leitura e a escrita devem ser exercitados. Quanto antes você começar, mais rápido atingirá o seu objetivo e lembre-se: o vestibular vem aí. Você está preparado para a redação?
Por Marla Rodrigues
Equipe Brasil Escola
Se você não gosta de ler, mas ao menos gostaria de gostar, aqui vão dicas que podem ajudar-lhe a se entusiasmar – ou pelo menos a suportar a relação entre você e os livros. Primeiramente é importante ter a consciência de que saber ler não significa saber compreender e este é um problema sério em nosso país. Pelo menos 38% dos brasileiros têm dificuldade em interpretar aquilo que lê. Isto é grave e deve ser combatido. Como? Com esforço próprio.
A compreensão depende muito da bagagem cultural do indivíduo e é por este motivo que a maioria dos livros indica a faixa etária ideal para lê-los. Se você ainda é jovem, em torno dos 13 anos, procure livros que tenham a ver com você. Ler Machado de Assis nesta época não vai ajudá-lo a gostar deste grande nome da literatura brasileira. Cada coisa a seu tempo. Para gostar de ler é preciso ler aquilo que lhe dá prazer, mesmo que isto seja um gibi!
Para criar o hábito da leitura, reserve um tempo do seu dia para praticar. Para que isto dê certo é preciso ser rigoroso, nada de dizer “ah, eu leio amanhã”. Lendo todos os dias o ato passará a ser corriqueiro e com o tempo se tornará um hábito inadiável. O ato de ler pode ser encarado como um ritual: procure um local tranqüilo, confortável e bem iluminado. Separe algo para beber e fique confortável (debaixo de uma mantinha quente ou de ar condicionado bem potente). Se você passar a ler em condições impróprias, o ato de ler pode ser associado à idéia de desconforto e aí “tchau” hábito da leitura.
Na ânsia de atingir o objetivo você pode acreditar que ler vários livros ao mesmo tempo pode ajudá-lo. Ledo engano. Um livro por vez é o indicado. Curta a história, entregue-se aos pensamentos e aproveite este momento (já ouviu dizer que ler é uma “viagem”?). Preocupe-se em manter um dicionário por perto, para poder consultar todas as palavras que não fazem sentido para você. Fazendo isto, além de compreender o que está lendo, a expressão passará a fazer parte do seu vocabulário.
Escreve bem quem lê muito e escreve melhor quem lê e escreve muito. Assim como o esporte, a leitura e a escrita devem ser exercitados. Quanto antes você começar, mais rápido atingirá o seu objetivo e lembre-se: o vestibular vem aí. Você está preparado para a redação?
Por Marla Rodrigues
Equipe Brasil Escola
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Para a maioria dos brasileiros, livro ainda é artigo de luxo
Se o cidadão mora numa cidade em que não há biblioteca pública, ou se a existente não conta com um acervo que satisfaça suas necessidades, uma alternativa é ir até a livraria mais próxima e comprar o livro que ele tanto quer ler. Aqui, no entanto, esbarramos em dois outros problemas, que também explicam a dificuldade que o Brasil enfrenta para formar novos leitores.
De acordo com diagnóstico do setor livreiro, divulgado pela Associação Nacional de Livrarias (ANL) no fim de 2007, o país conta com apenas 2 676 estabelecimentos dedicados à venda de livros. É pouco: uma livraria para cada grupo de aproximadamente 70,5 mil habitantes. Na vizinha Argentina, a relação é de uma para 50 mil pessoas. Para piorar, as livrarias estão concentradas nas regiões mais desenvolvidas, justamente aquelas que também são atendidas por um número maior de bibliotecas públicas. Mais de 50% das livrarias ficam na região Sudeste, sobretudo nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro - juntos, eles reúnem 1 371 estabelecimentos. Em contrapartida, a ANL identificou apenas 524 livrarias em toda a região Nordeste (20% do total nacional), 132 na região Norte (5%) e 118 na região Centro-Oeste (4%). Roraima é o estado brasileiro com o menor número de estabelecimentos dedicados à venda de livros: apenas quatro, ou o equivalente a uma livraria para 164 mil habitantes. O quadro é ainda pior em Tocantins, onde a média é de 181 mil habitantes por estabelecimento.
Ter uma livraria na esquina de casa, porém, não quer dizer muita coisa, já que livros sempre foram artigos de luxo para a maioria da população brasileira. O preço médio do exemplar varia entre 25 e 30 reais - ou seja, até 7% de um salário mínimo. Por falta de leitores, quase todos os títulos editados no Brasil têm baixa tiragem, o que empurra o preço do exemplar para cima. Se o livro é caro, as vendas não aumentam; se as vendas não aumentam, o preço continua elevado. E o resultado é um nó que, até agora, ninguém descobriu como desatar.
De acordo com diagnóstico do setor livreiro, divulgado pela Associação Nacional de Livrarias (ANL) no fim de 2007, o país conta com apenas 2 676 estabelecimentos dedicados à venda de livros. É pouco: uma livraria para cada grupo de aproximadamente 70,5 mil habitantes. Na vizinha Argentina, a relação é de uma para 50 mil pessoas. Para piorar, as livrarias estão concentradas nas regiões mais desenvolvidas, justamente aquelas que também são atendidas por um número maior de bibliotecas públicas. Mais de 50% das livrarias ficam na região Sudeste, sobretudo nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro - juntos, eles reúnem 1 371 estabelecimentos. Em contrapartida, a ANL identificou apenas 524 livrarias em toda a região Nordeste (20% do total nacional), 132 na região Norte (5%) e 118 na região Centro-Oeste (4%). Roraima é o estado brasileiro com o menor número de estabelecimentos dedicados à venda de livros: apenas quatro, ou o equivalente a uma livraria para 164 mil habitantes. O quadro é ainda pior em Tocantins, onde a média é de 181 mil habitantes por estabelecimento.
Ter uma livraria na esquina de casa, porém, não quer dizer muita coisa, já que livros sempre foram artigos de luxo para a maioria da população brasileira. O preço médio do exemplar varia entre 25 e 30 reais - ou seja, até 7% de um salário mínimo. Por falta de leitores, quase todos os títulos editados no Brasil têm baixa tiragem, o que empurra o preço do exemplar para cima. Se o livro é caro, as vendas não aumentam; se as vendas não aumentam, o preço continua elevado. E o resultado é um nó que, até agora, ninguém descobriu como desatar.
Texto retirado de: revistanovaescola.com.br
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Por que lemos tão pouco?
Segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), cada brasileiro lê pouco mais de dois livros por ano. Na Inglaterra, estima-se que a média seja de 4,9; nos Estados Unidos, é de 5,1. Outro dado preocupante: por aqui, o tempo médio dedicado à leitura não passa de 5,5 horas por semana, enquanto na Índia - um país em desenvolvimento cuja situação econômica é semelhante à do Brasil - a média é quase o dobro, de dez horas semanais. Por que lemos tão pouco? Há várias respostas, a começar pelo desconcertante grau de analfabetismo funcional.
O Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado no início de 2008 pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, revela que apenas 28% dos brasileiros com idade entre 15 e 64 anos têm domínio pleno da leitura e da escrita - ou seja, conseguem ler textos longos, localizar e relacionar mais de uma informação, comparar dados e identificar fontes. Entre os 72% restantes, as habilidades de leitura e escrita são rudimentares ou básicas, limitando-se à compreensão de títulos, frases e textos curtos.
Outro fator que ajuda a explicar os índices precários de leitura no Brasil: até o final de 2007, 380 municípios de todo o país - cerca de 7% do total - simplesmente não contavam com uma biblioteca pública sequer. A situação já foi bem pior: em 2003, eram 1 173 as cidades sem esse serviço. No entanto, construir bibliotecas Brasil afora e enchê-las de livros não significa resolver o problema. É preciso prepará-las para atingir seus objetivos, entre os quais destaca-se o de incentivar a leitura entre crianças, jovens e adultos. "Nos últimos 15 anos, passamos a encontrar livros em maior quantidade nas bibliotecas", afirma Elizabeth Serra, secretária-geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). "O problema é que, no Brasil, a rede de bibliotecas públicas é muito frágil. O sistema não foi informatizado, não há espaços planejados para os pequenos, os livros são antigos e não há renovação anual do acervo."
O Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado no início de 2008 pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, revela que apenas 28% dos brasileiros com idade entre 15 e 64 anos têm domínio pleno da leitura e da escrita - ou seja, conseguem ler textos longos, localizar e relacionar mais de uma informação, comparar dados e identificar fontes. Entre os 72% restantes, as habilidades de leitura e escrita são rudimentares ou básicas, limitando-se à compreensão de títulos, frases e textos curtos.
Outro fator que ajuda a explicar os índices precários de leitura no Brasil: até o final de 2007, 380 municípios de todo o país - cerca de 7% do total - simplesmente não contavam com uma biblioteca pública sequer. A situação já foi bem pior: em 2003, eram 1 173 as cidades sem esse serviço. No entanto, construir bibliotecas Brasil afora e enchê-las de livros não significa resolver o problema. É preciso prepará-las para atingir seus objetivos, entre os quais destaca-se o de incentivar a leitura entre crianças, jovens e adultos. "Nos últimos 15 anos, passamos a encontrar livros em maior quantidade nas bibliotecas", afirma Elizabeth Serra, secretária-geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). "O problema é que, no Brasil, a rede de bibliotecas públicas é muito frágil. O sistema não foi informatizado, não há espaços planejados para os pequenos, os livros são antigos e não há renovação anual do acervo."
Texto retirado de: revistaescola.abril.com.br
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Ruth Rocha: "Leitura não pode ser só folia"
A autora acredita que o livro também deve cumprir o papel de enriquecer o vocabulário
RUTH ROCHA. Foto: Kenji Honda
O que fazer se uma criança, aos 10 anos, não demonstrar qualquer interesse pela leitura?
RUTH ROCHA O primeiro passo é descobrir se ela realmente entende o que anda lendo. Muitas vezes o título não é adequado à sua capacidade de interpretação. Nesse caso, o ideal é partir para a leitura de textos curtos ou pequenos trechos de histórias mais longas.
O que você acha do estímulo à leitura por meio de atividades lúdicas?
RUTH Concordo, desde que as propostas sejam desenvolvidas com inteligência e não transmitam a ideia de que a folia e o divertimento têm um papel maior do que a própria leitura. Além disso, os professores deveriam ler os livros infanto-juvenis antes de indicá-los aos alunos.
Qual é o segredo do sucesso de Marcelo, Marmelo, Martelo?
RUTH Se eu soubesse, faria todos como ele! O que sei é que um bom livro precisa ter verdade, propor novas questões e fazer o leitor pensar. Nunca escrevo porque tal assunto pode agradar ao público infantil, mas sempre preocupada em contar uma boa história e ser fiel aos meus valores.
Você publicou muitas adaptações de clássicos. É difícil falar a língua das crianças nesse gênero literário?
RUTH Dou um tom mais infantil à obra, mas não fico tentando buscar palavras que sejam mais fáceis. O livro também é uma forma de enriquecer o vocabulário, e a adaptação precisa respeitar o original.
A internet ajuda ou atrapalha o desenvolvimento da leitura?
RUTH Essa tecnologia é muito nova e acho que ainda não se encontrou uma linguagem adequada para ela. Por enquanto, utiliza-se muito a rede para fazer pesquisas, sem saber como fazer isso, porque ninguém ensina. Os alunos copiam e colam no trabalho escolar qualquer bobagem. Outro problema é saber se as informações veiculadas são fidedignas. Nesse sentido, o livro é mais confiável.
Texto retirado de: revistaescola.abril.com.br Daniela Talamoni (novaescola@atleitor.com.br) , colaborou Carol Salle
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
10 dicas para envolver alunos com baixo desempenho
(Crédito: Monkey Business Images / Shutterstock.com)
1) Pergunta essencial:
Qual é o objetivo pretendido com a lição? Lembre-se de fixar apenas uma questão essencial por aula e osalunos devem ser capazes de responder a essa pergunta até o final da lição. Com essa questão, os professores precisam ser bem específicos sobre o que eles querem que os alunos façam e qual é o nível máximo de aprendizado. Os estudantes têm que ser capazes de analisar e aplicar o conteúdo, não apenas responder a questão com “sim” ou “não”.2) Estratégia de ativação:
É uma estratégia que estimula os estudantes ativamente, pensando ou fazendo uma conexão com o material que está sendo apresentado no dia. Faça uma conexão do conteúdo com o mundo exterior para ver o quanto seus alunos já sabem ou se lembram.Com a tecnologia disponível atualmente, uma boa opção são os videoclipes. Os estudantes adoram ver seus vídeos e desenhos favoritos como material de estudo. À primeira vista, eles não sabem o que vai acontecer. Então, se focam apenas no vídeo, mas depois que o professor fornece a conexão os estudantes começam a se interessar pelo conteúdo.
3) Vocabulário relevante:
Vocabulário relevante deve estar presente nas suas lições. Mas mantenha seu vocabulário limitado ao que os seus estudantes são capazes de lidar. E tenha certeza de que as palavras estão sendo usadas no contexto correto. Seus alunos devem interagir com as palavras.Os professores precisam saber o que é mais importante e efetivo. O vocabulário pode ser ensinado por meio de recursos gráficos, experiências dos alunos ou o que você acreditar que pode melhorar o desempenho dos seus alunos.
4) Tempo limitado:
Sua aula deve ter um tempo limitado. Depois de 12 a 15 minutos de palestra, envolva os alunos em alguma atividade, mesmo curta, que dure apenas alguns minutos.Os alunos não são capazes de manter a atenção por tempos muito longos, por isso, sua aula deve ser fragmentada. É importante envolver os alunos em atividades diferentes da rotina. Depois de dois ou três minutos que eles estiverem em uma atividade, retome o assunto por mais alguns minutos.
5) Gráficos organizadores:
O uso de gráficos organizadores permite que os alunos classifiquem informações de forma visual, além de rever informações mais antigas.Os alunos precisam ser capazes de conceituar as informações que lhes estão sendo oferecidas. O gráfico é um modo agradável para o estudante fazer isso. Ao olhar para informações organizadas é mais fácil fixar a informação. E ao estudar o aluno prefere olhar para um gráfico bem organizado do que ler um caderno com milhares de anotações.
6) Movimente os estudantes:
Se movimentar é uma necessidade dos estudantes. Em algum ponto durante a instrução eles necessitam de movimento. Isso garante que eles estejam ativamente engajados.Esse é, provavelmente, o maior desafio dos professores, porque pode ser intimidante colocar os estudantes em movimento. Mas é possível colocar os estudantes para se movimentar de várias formas, especialmente porque alunos não gostam de ficar sentados.
7) Pensamentos de ordem superior:
Apresente aos alunos pelo menos três pensamentos de ordem superior durante a aula. Faça perguntas desafiadoras, que coloquem seus alunos para pensar.A forma de apresentar essas perguntas é diferente e as respostas podem indicar o nível de aprendizado dos seus alunos. A pergunta, que deve ser feita de forma igual para todos os seus alunos, pode ser respondida de formas diferentes por um aluno avançado e um mais lento.
8) Resuma:
Resuma para aproximar as lições do fim. Essa será a sua oportunidade de avaliar a capacidade dos seus alunos de responder efetivamente as questões essenciais, além de perceber se será necessário desenvolver melhor essa habilidade.Os professores devem procurar maneiras criativas de fazer com que os alunos respondam a questão essencial do início da aula. A capacidade do aluno de responder essa questão de forma objetiva é uma maneira de o professor analisar o nível de aprendizagem do aluno. Esse é o momento em que o professor sabe se já pode avançar com o conteúdo ou se deve retroceder nas informações passadas.
9) Rigor:
As aulas devem ser rigorosas. As atividades devem ser desafiadoras e se moverem em um ritmo acelerado. Não dê aos alunos a oportunidade de ficarem entediados, nem períodos de tempos ociosos. Toda aula deve trazer uma lição ativa.Os professores precisam levar seus alunos para o nível mais alto de conhecimento. Fique no pé, estabeleçatempo para que as atividades sejam realizadas e maximize o tempo de aprendizado.
10) Foco no aluno:
Todas as suas lições devem ser focadas nos alunos, no seu sucesso. Os caminhos pelos quais os estudantes são instruídos devem deixar isso claro. A tecnologia pode ser uma aliada nisso, já que proporciona aos alunos habilidades únicas e relevantes para a aplicação no mundo real. Isso deve ser uma parceria: se você tem 100% de eficácia no seu plano de ensino, os alunos aprendem.O professor deve ser um facilitador do aprendizado e não o doador de todo o conhecimento. É necessário ensinar os alunos a pensarem de forma crítica ao longo da vida, essa é a missão do professor.
Texto retirado na integra de: noticias.universia.com.br
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
O Diálogo entre o Ensino e a Aprendizagem - Telma Weisz
SE A SOCIEDADE QUER UM ENSINO COM QUALIDADE TERÁ DE ASSUMIR QUE ISSO
IMPLICA UM PROFESSOR MAIS BEM QUALIFICADO
Hoje
temos um impasse. Para fazer o que se espera dele, o professor precisa ganhar
muito mais e ter condições de trabalho adequadas. Assim, salário e valorização
andam de mãos dadas. É preciso que a sociedade tome consciência de que ele é um
profissional indispensável, com um nível de qualificação superior ao que se
imaginava. Se a sociedade quer uma escola de qualidade – e hoje ela quer-, vai
ter de assumir que isso requer um perfil de professor diferente daquele que
vinha sendo proposto, o que implica um salário bastante diferenciado. Desarmar
esse impasse é fundamental e urgente. A luta pela valorização do professor não
é apenas da sua categoria, mas principalmente da sociedade, que dele não pode
prescindir.
Há
nas redes públicas um núcleo de profissionais com condições de realizar um
trabalho de excelente qualidade. Esse núcleo – que precisa urgentemente ser
ampliado – é composto por profissionais da educação que, além de qualificados,
respondem à exigência principal que se põe para um educador do sistema público,
o compromisso com as crianças que freqüentam a escola pública – um compromisso
político com uma parcela da população que, excluída da escola, tem ainda mais
reduzidas as condições de ultrapassar a exclusão fora dela também.
Texto retirado da Internet: www.professorefetivo.com.br
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O Dialogo entre o Ensino e a Aprendizagem - Telma Weisz
O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL PERMANENTE
Se
o professor acredita que sua tarefa é simplesmente transmitir os conteúdos ou,
como se diz, “dar” a matéria, resta muito pouco à sua criação: vai se utilizar
apenas do livro didático e dará aulas expositivas nas quais se esforçará para
apresentar, o mais claramente possível, o conteúdo que quer que seus alunos
aprendam. No entanto, quando se trabalha com um modelo de aprendizagem
construtivista e um modelo de ensino pela resolução de problemas, as exigências
são outras. Como vimos nos capítulos anteriores, a atividade de ensino do
professor vai ter de dialogar com a atividade de aprendizagem do aluno. Para
isso ele vai precisar considerar muitas variáveis e tomar outras tantas
decisões, o que equivale a assumir um alto grau de autonomia. Para dar conta
dessa nova demanda é preciso condições de desenvolvimento profissional e de
qualificado diferentes das que vêm sendo oferecidas, no geral, aos professores.
A
visão que se tem do professor hoje é a de alguém que desenvolve uma prática complexa
para a qual contribuem muitos conhecimentos de diferentes naturezas. Ele é mais
do que uma correia de transmissão, alguém que simplesmente serviria de ligação
entre o saber constituído e os alunos. Seu papel agora tende a ser mais
exigente: precisa se tornar capaz de criar ou adaptar boas situações de
aprendizagem, adequadas a seus alunos reais, cujos percursos de aprendizagem
ele precisa saber reconhecer.
A
discussão que acontece atualmente em muitos países sobre o que deve ser a
formação de professores inclui a questão da formação permanente, que envolve um
trabalho de reflexão e estudo por parte do professor – como se exige hoje,
aliás, da maior parte das outras profissões.
O
desejável e necessário é que todos, professores e equipe técnica, se tornem
cada vez mais responsáveis, coletivamente, pelo resultado do trabalho de toda a
escola. O que exige, em geral, a revisão da estrutura organizacional da
instituição, um esforço de atualização permanente e de acesso ao conhecimento
mais recente que a ciência produz, para iluminar seu trabalho, além de um tipo
de prática que está se tornando menos discursiva e mais consistente: a reflexão
sobre a prática. A expressão reflexão sobre a prática nos remete diretamente ao
mestre Paulo Freire. Foi ele quem, no que se refere à educação, pôs essa idéia em circulação. Sob
esse nome geral, diferentes práticas foram desenvolvidas desde meados dos anos
60. Práticas que vão desde a troca de idéias e sugestões de atividades entre
professores à produção de relatos reflexivos sobre a prática realizada em
classe, até o que temos chamado de tematização da prática.
Para
ser tematizada, a prática do professor precisa estar documentada. Essa
documentação, que deve ser feita por atividade, pode ser realizada de
diferentes formas: as anotações de alguém que entra na classe como observador,
um texto produzido pelo professor que inclua seu planejamento, um relato do
desenvolvimento da atividade e uma pequena avaliação. A mais poderosa de todas
as formas de documentação é, no entanto, a gravação da atividade em vídeo. A esta gravação
deve-se anexar o relato/reflexão escrito pelo professor, sempre que possível. A
diferença entre o documento produzido por um observador em classe e a gravação
em vídeo da atividade é que esta permite a conjugação dos múltiplos olhares do
grupo de professores e, através de discussão, a construção de um olhar comum,
coletivo, sobre a atividade que se está analisando. O uso adequado desse
recurso técnico propicia a construção de uma prática de analisar as situações
que acontecem na sala de aula de tal maneira que nos permite compreender as
idéias e as hipóteses que guiam os atos do professor, ainda que ele não tenha
consciência delas. O trabalho de tematizar a prática é exatamente fazer aflorar
essa consciência, ultrapassando a dicotomia certo ou errado que costuma marcar
a análise da prática docente.
Texto retirado da Internet: www.professorefetivo.com.br
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
O Dialogo entre o Ensino e a Aprendizagem - Telma Weisz
SE A MAIORIA DA CLASSE VAI BEM E ALGUNS NÃO, ESTES DEVEM RECEBER AJUDA
PEDAGÓGICA
Quando,
numa atividade para verificar uma aprendizagem determinada, a maioria dos
alunos vai mal, é certo que o professor não está acertando e precisará rever o
seu encaminhamento. Se a maioria da classe vai bem e alguns não, estes devem
ser atendidos imediatamente através de outras atividades que possibilitem a
superação de suas dificuldades.
No
momento em que alguns começam a se mostrar perdidos e atrapalhados em relação
aos conteúdos trabalhados, a escola que assume responsabilidade com a
aprendizagem de todos tem obrigação de criar um sistema de apoio para que esses
alunos não se percam pelo caminho. Suas dificuldades precisam ser detectadas
rapidamente para que eles sejam apoiados, continuem progredindo e não
desenvolvam bloqueios.
Diante
de situações que provocam sentimento de impotência, a saúde mental das crianças
– das pessoas em geral, na verdade -
exige que elas se desinteressem, porque é da condição humana não
suportar o fracasso continuado. Portanto, antes que os alunos desistam de
aprender o que não estão conseguindo, a escola precisa criar formas de apoio à
aprendizagem.
Existem
diversas possibilidades de atendê-los: por meio de atividades diferenciadas
durante a aula, de trabalho conjunto desses alunos com colegas que possam
ajudá-los a avançar, de intervenções pontuais que o professor pode propor. Além
dessas, que são propostas realizadas na classe, às vezes vale a pena o
encaminhamento dos alunos a espaços escolares alternativos, que acolham alunos
com dificuldades momentâneas, exatamente para garantir que elas sejam
momentâneas. É quando se deve dispor, na escola, de grupos de apoio pedagógico
que se formam exatamente com a finalidade de contribuir para a aprendizagem dos
alunos que estão encontrando dificuldades em relação a novos conteúdos
ensinados.
Importante
é que os alunos entrem e saiam dessas atividades de apoio pedagógico na medida
de suas necessidades, que não fiquem estigmatizados por participarem delas, que
isso seja visto como parte integrante da escolaridade normal de qualquer um.
Para tanto, é preciso explicitar muito bem as bases do contrato didático que
rege esse trabalho, a fim de que todos os alunos saibam exatamente qual é a sua
finalidade, e compreendam que não se destina aos menos inteligentes.
Quando
a escola não assume que o apoio pedagógico é uma responsabilidade sua, os
professores e alunos ficam abandonados à própria sorte. Os professores porque
nem sempre conseguem encontrar alternativas para garantir a aprendizagem de
seus alunos. E estes, por sua vez, porque não conseguem superar suas
dificuldades momentâneas de aprender e acabam se transformando em alunos com
dificuldades de aprendizagem. Assim, por falta total de possibilidades de
alterar este quadro, todos desistem, professores e alunos, e o fracasso escolar
se cristaliza e se avoluma.
Se
não acreditarmos que os alunos podem aprender, se não estivermos convencidos de
que podemos de fato ensiná-los, não teremos o empenho necessário para
identificar o que sabem ou não e, a partir daí, planejar as intervenções que
podem ajudá-los a avançar em sua aprendizagem. Além do mais, os alunos sentem
quando não acreditamos que podem superar suas dificuldades, mesmo que digamos o
contrário – esse é um território em que não é o discurso que manda, mas a
crença que nos orienta. Não há prejuízo maior para alunos com mau desempenho do
que professores descrentes de sua capacidade: isso reforça a imagem de
fracassados que, certamente, eles já cultivam. Reforça também, para todos do
grupo, uma imagem negativa desses alunos, e não é difícil prever as
conseqüências desastrosas para o convívio social na classe.
Texto retirado da Internet: www.professorefetivo.com.br
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